Sindilojas repudia listas que expõem comerciantes
📸 Canva IA/Significa
O Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP) divulgou nota nesta quarta-feira (28) em repúdio à circulação de listas que atribuem, sem comprovação, preferências político-partidárias a empresários e estabelecimentos comerciais.
Segundo a entidade, as publicações podem estimular hostilidade, constrangimento e intolerância. A circulação de mensagens pedindo boicote a empresas “petistas” ou “comunistas” se intensificou após o segundo turno das eleições, nesse domingo (25).
Na manifestação, o sindicato considera inadmissível que posicionamentos políticos, reais ou supostos, sejam usados para expor empresários, prejudicar a reputação de estabelecimentos ou comprometer suas atividades econômicas.
“A liberdade de pensamento e de expressão é um direito fundamental, assim como o respeito às diferenças e às escolhas individuais. Nenhuma divergência política justifica ataques à honra, à imagem ou à atividade profissional de qualquer cidadão”, afirma a nota.
Consequências
A entidade também alerta para possíveis consequências jurídicas. O texto cita a Constituição Federal, que protege a honra, a imagem e a vida privada, além de reconhecer a livre iniciativa como fundamento da ordem econômica.
O sindicato menciona ainda os artigos 186 e 927 do Código Civil, que tratam da reparação por danos decorrentes de atos ilícitos, e os artigos 139 e 140 do Código Penal, relacionados aos crimes de difamação e injúria. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) também é citada por classificar opiniões políticas como dados pessoais sensíveis.
Comércio sem partido
Como entidade apartidária, o Sindilojas-VRP afirma representar o comércio independentemente das convicções políticas dos empresários. A atuação, segundo o sindicato, está voltada à defesa da livre iniciativa, do desenvolvimento econômico e dos princípios democráticos.
A nota conclui com um apelo à responsabilidade e ao respeito na divulgação de informações cuja veracidade não tenha sido comprovada. Para a entidade, divergências ideológicas não devem servir de motivo para intimidação, discriminação ou retaliação contra empresários e seus negócios.
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