Flávio divulga carta se dizendo presidente eleito e depois corrige
📸 Agência Senado/arquivo
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, divulgou uma carta nessa quarta-feira (28) em que agradece aos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, pelo apoio para sair do Brasil.
No documento, afirma que pretende liderar a oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir do território norte-americano.
A primeira versão da carta apresentava Flávio como o “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de meia hora depois, o trecho foi alterado para “líder do Brasil”. O senador também questionou o resultado eleitoral e criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender a votação até as 19h.
TSE desmente
As alegações de fraude feitas por Flávio não foram acompanhadas de provas no documento. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu a vitória de Lula, que recebeu cerca de 64 milhões de votos, contra pouco mais de 59 milhões do adversário. O Partido Liberal (PL) também reconheceu o resultado.
Na carta, Flávio criticou ainda a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega de seus passaportes e o proibiu de deixar o País. A medida foi solicitada pela Polícia Federal (PF) diante de riscos apontados em investigações envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Duas investigações
O senador é investigado em dois inquéritos no STF. Um apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, envolvendo também o advogado Willer Tomaz. O outro investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro.
Flávio chegou a Miami nesta quarta-feira com a mulher e as duas filhas. Segundo as informações divulgadas, a família cruzou a fronteira com a Argentina na noite dessa terça-feira (27), embarcou em um avião particular rumo ao Equador e, posteriormente, seguiu para os Estados Unidos.
A fuga também provocou reação nos Estados Unidos. O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, ligado aos democratas, criticou a concessão de visto ao investigado em fuga e questionou o tratamento dado à família Bolsonaro em comparação com pessoas que fogem de conflitos internacionais sangrentos.
ℹ️ Agência Brasil.
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