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Bebê também morreu

O que se sabe sobre a tragédia que tirou a vida da ex-princesa do Carnaval

Redação

Publicado sábado, 24/10/2026, às 11:16

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📸 Reprodução/rede social

Uma tragédia ocorrida em 22 de setembro de 2026, na Santa Casa de Caridade de Bagé (RS), culminou na morte de Franciele Lentz de Oliveira, de 31 anos — ex-princesa do Carnaval de Venâncio Aires —, e de seu filho, Apolo, que nasceria naquela data.

A investigação, conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Bagé, apontou que a médica obstetra responsável manteve a tentativa de parto vaginal por mais de 12 horas. O procedimento foi mantido continuamente, mesmo após o nítido e progressivo agravamento do quadro de saúde da paciente. A polícia não divulgou o nome da médica.

Conforme apurado no inquérito, a iniciativa de chamar outros médicos para intervir no atendimento partiu da equipe de enfermagem, e não da médica obstetra à frente do procedimento. Diante da complicação grave, a paciente Franciele sofreu uma ruptura uterina intraparto e hemorragia grave.

O bebê nasceu sem vida devido à ruptura uterina, e Franciele sofreu parada cardiorrespiratória, falecendo poucas horas após ser submetida a uma cesariana de emergência.

Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil indiciou a médica por homicídio doloso (intencional ou quando se assume o risco de matar) em relação a Franciele e por aborto provocado por terceiro sem consentimento em relação ao bebê. Em ambas as acusações, a polícia enquadrou a conduta sob a forma de dolo eventual, no qual se assume o risco de produzir o resultado fatal.

Diante da gravidade dos fatos narrados e das conclusões da investigação, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) interpôs recurso para pleitear a prisão preventiva da médica indiciada.

Além da esfera criminal, o MP-RS instaurou procedimentos na esfera cível para fiscalizar as condições operacionais do Bloco Obstétrico da Santa Casa de Bagé, buscando assegurar que o local ofereça estrutura e segurança adequadas para o atendimento a gestantes e recém-nascidos.

Atualmente, o Ministério Público analisa o conjunto de provas reunido no inquérito policial para formalizar a denúncia à Justiça dentro do prazo legal, determinando os termos em que a profissional responderá judicialmente.

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